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Noticias do mercado imobiliario

Por Mario Garih

mario.garih@todoimoveis.com

 

 

 

Venda de imóveis não vive mais sem internet, aplicativos e redes sociais

 

Quase 100% das compras de imóveis passam em algum momento pela internet

Nada de entrar em canteiros de obras ou stand de vendas. Já há alguns anos, quando um consumidor decide comprar um imóvel, o seu ponto de partida é a internet. Por isso, construtoras e imobiliárias passaram a investir em conteúdo e ferramentas digitais para conquistar o público e se aproximar dos clientes. Sites, blogs, canais multimídia, perfis em redes sociais, aplicativos para smartphones, ações mobile e atendimento online formam a base do alicerce para se vender uma casa atualmente.
As compras de imóveis pela internet, no entanto, estão ainda longe de ser uma modalidade de transação efetiva. Os tramites burocráticos da ação não permitem que o consumidor realize todas as etapas da compra no conforto da sua casa. As imobiliárias, por outro lado, oferecerem cada vez mais serviços online, deixando apenas que as assinaturas de contrato sejam presenciais. Até os casos de compras do exterior, por enquanto, são realizados por um procurador.
“Acredito que vamos ainda vender um empreendimento 100% pela internet. Não será hoje, mas no futuro conseguiremos que o cliente escolha e compre seu imóvel por meio de um certificado e uma assinatura digital, que já existe, e faça o pagamento da entrada via internet bank”, declara Gustavo Zobaran, especialista em Comércio Eletrônico e Coordenador de Departamento de Marketing Digital da Brookifield, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Estratégias para diversificar no mercado

Os meios digitais têm um papel importante no plano de divulgação, venda e pós-venda de empreendimentos imobiliários. Em 2010, a Cyrela contabilizou 20% das vendas realizadas por meio de um canal online, o dobro do ano anterior. O site da companhia recebeu quatro milhões de visitas no mesmo período. “Acreditamos que uma fração desses acessos gera contatos e uma fração de contatos gerará vendas”, afirma Fernando Moulin, Gerente-geral de E-Business da Cyrela Brazil Realty, em entrevista ao portal.
Em 2011, as construtoras passaram a investir em novidades para atrair o público e aumentar o relacionamento das empresas com os clientes, com ações desde o chat online com os corretores a aplicativos para smartphones e canais de comunicação pelas redes sociais. Afinal, a busca por imóvel no meio digital não é mais uma novidade e todas as imobiliárias já possuem, pelo menos, uma página na web.
Por isso, a Coelho da Fonseca aumentou sua presença nas redes sociais como um caminho para o crescimento de vendas. Recentemente, a empresa criou um brand channel no Youtube com mais de 1.200 vídeos com lançamentos e informações que os internautas buscam por meio de filtros ou por um mapa. Somente em três dias no ar o canal de pesquisa já tinha recebido mais de 10 mil acessos. “Percebemos que o cliente passava muito tempo olhando os vídeos no site e decidimos criar uma ferramenta totalmente inédita na América Latina”, afirma Allan Fonseca, Diretor de Canais e Inovação da Coelho da Fonseca, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A busca pela inovação

A plataforma de atendimento online da Cyrela existe desde 2003 e após tanto tempo a empresa decidiu inovar na comunicação com o cliente. No início do ano, a companhia estreou no Facebook com a intenção de criar uma plataforma direta de diálogo com os compradores. O chat virtual com o corretor do site passou a ser disponível também na fan page da marca, que hoje conta com mais de 8,4 mil usuários.
“A capacitação do corretor online na relação com o cliente é totalmente direcionada para converter o contato em uma visita, um agendamento e até uma possível venda. Consideramos que um negócio foi fechado pela internet quando todo o processo de escolha é realizado por meio desse corretor”, explica Moulin, da Cyrela.
Na busca pela inovação a construtora também entrou no Instagram. A rede social de compartilhamento de fotos pelos smartphones foi usada como ferramenta para a campanha promocional “Decora Minha Casa”, realizada em parceria com a Florense Alphaville. A ação, ainda em andamento, premiará um usuário com móveis planejados no valor de R$ 10 mil para transformar um cômodo da casa. Com o projeto, a Cyrela pretende transmitir o conceito de realizadora de sonhos e aumentar o relacionamento da marca com os consumidores.

Ações de mudança

Para ir além, a Coelho da Fonseca disponibilizou o site e sua página no Facebook em seis línguas para aumentar a comunicação com todos os públicos, já que os estrangeiros representam 5% dos acessos totais dos canais da empresa. Presente em 16 capitais brasileiras, a imobiliária de alta renda estima que 30% das vendas realizadas no ano passado começaram pelo meio online.
“Para não criar confusão no mercado, não comunicamos que realizamos vendas pela internet. Mas quase 100% dos clientes para procurarem um imóvel em algum momento passam pela internet”, esclarece Allan Fonseca.
A falta de uma regulamentação e indicadores do comércio eletrônico, principalmente no setor imobiliário, não permite que as companhias digam que realizaram vendas pela internet. Apenas mediante uma norma reguladora, que faça com que todas as empresas sigam os mesmos indicadores, é que será creditada uma quantificação de vendas online. Cada empresa segue atualmente seus próprios padrões.
Realizações pioneiras
Já é possível, contudo, receber informações de imóveis até mesmo por SMS. Nas placas de vende-se de algumas casas relacionadas à Coelho da Fonseca, por exemplo, o consumidor encontra um código para enviar uma mensagem e recebe todas as informações e fotos da casa pelo celular. A ação realiza um movimento de crossmedia, transportando os usuários da mídia offline para os canais online.
Indo para o relacionamento com o cliente online, a Masb criada em 2007 a partir uma equipe de antigas construtoras, criou o portal meu Meu Masb, que permite aos clientes terem todos os dados financeiros, boletos bancários, estatísticas do andamento das obras e a possibilidade de antecipar as parcelas do pagamento apenas acessando o canal. Em ação desde o começo do ano, a página recebeu 52 mil visitas e 40% dos clientes já a utilizam.
“Trabalhamos com empreendimento na planta e o ciclo é muito longo, geralmente três anos. Durante este tempo, recebíamos muita demandas, principalmente de questões financeiras, por isso há um ano e meio começamos a planejar o canal de relacionamento com o cliente parar resolver estas questões em um ambiente totalmente online”, conta Camila Enoque, Coordenadora de Comunicação da Masb, em entrevista ao Mundo do Marketing.(Fonte;MundoMarketing)

 

Como investir em imóveis no curto, médio e longo prazo

O Brasil vive um momento de grande expansão no mercado imobiliário e ainda possui muitas expectativas em relação a um crescimento ainda maior nos próximos anos, principalmente por conta do aumento do poder aquisitivo das classes de menor renda.

Com isso, o investimento em imóveis é visto por muitos especialistas como uma boa opção e em alguns casos pode, inclusive, ser utilizado no curto, médio e longo prazo.

O setor deve continuar se expandindo com força até o final da década, especialmente no Nordeste e no Rio de Janeiro.

Curto prazo

Para o curto prazo, o profissional aconselha a compra de imóveis adjudicados - aqueles cujo proprietário não conseguiu arcar com o financiamento e que foram à leilão, por preço inferior -, para reforma e a venda posterior. Uma mudança recente na lei fez com que imóveis com três meses de inadimplência possam ser tomados pelo banco que o financiou,Advogados especializados conseguem liberar o imóvel em mais 2 meses, mesmo se este estiver ocupado. A Caixa Econômica Federal, após realização de leilão, passa esses imóveis adjudicados para imobiliárias credenciadas venderem com descontos que podem chegar a 70% do valor de mercado.

Médio Prazo

No médio prazo, uma nova oportunidade que surge com a explosão de vendas de unidades do Programa Minha Casa, Minha Vida e outros programas de moradia para baixa renda. Torres de escritórios individuais para atender esses empreendimentos residenciais, com salas pequenas e que atendam essa demanda. a cidade compacta, adensada, com moradias próximas de centros de serviços e escritórios é uma tendência mundial também grupos de lojas pequenas e qualificadas

Longo prazo

Uma opção para investimento de longo prazo é a especulação com terrenos localizados nas fronteiras das grandes cidades.

Terrenos ou até fazendas bem localizadas próximas às capitais podiam ser adquiridos há um tempo pelo valor de R$ 1 o metro quadrado. Como cada vez mais fica difícil encontrar terrenos nos centros urbanos, a solução será continuar os empreendimentos onde as rodovias nos levar.

 

IGP-M de março de 2011 fica em 0,62%

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,62%, em marçode 2011. Em fevereiro, o índice variou 1,00%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

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Mercado Imobiliário: Elas mandam

O Brasil tornou-se um país feminino. A presença da mulher como chefe de família, como executiva e em atividades que anteriormente eram exercidas somente por os  omens cresce a cada dia e hoje a mulher ocupa todas as áreas do mercado de trabalho. Atualmente, as mulheres já representam mais de 40% da População Economicamente Ativa , o que gera uma mudança de parâmetros.

Profissionais e empresas estão atentos a essa nova configuração e destacam a divergência nas características entre homens e mulheres quando ambos procuram fechar um negócio.

Dados da Todoimoveis.com referentes à contratação de financiamentos habitacionais apontam que nos últimos 10 anos o percentual de mulheres que contratam esse serviço cresceu. Em 2000, nacionalmente as mulheres representaram 30,2% das contratações, este ano elas representam 36,1%. O ano de 2007 registrou o maior índice com a marca de 39,7%.

A participação feminina têm poder de decisão nas escolhas quando o assunto é comprar ou alugar imóveis. O Estudo , apontou que a decisão para a escolha de um imóvel é das mulheres. cerca de 90% dos negócios residenciais têm o crivo da mulher. É ela quem faz a triagem, visita os imóveis e escolhe, restando a apenas alguns homens a assinatura do contrato, quando não é feito pela própria cliente.

O lar é uma coisa da mulher, pois ela é quem cuida do lar e permanece mais tempo nele e até mesmo a mulher executiva também é a mais responsável pelo lar. A mulher tem muito mais bom senso, conhece muito mais as necessidades familiares do que o próprio homem. Na visita ao imóvel, a mulher é mais detalhista e permanece mais tempo no local diferentemente do homem, que circula no imóvel com mais rapidez e tem uma visão panorâmica. No plano de moradia, a mulher é mais exigente, muito responsável, faz a triagem e é quem manda entre 80% a 90% dos casos .

 

Onde você quiser tem!
X Salão Imobiliário do RN
 16 a 20 de março
 Centro de convenções de Natal.

Tendo como slogam "Onde Você Quiser, Tem", começa na próxima quarta-feira,16, no Centro de Convenções de Natal, o X Salão Imobiliário do Rio Grande do Norte, reunindo expositores nacionais e internacionais. Cerca de 300 empresas estarão participando do evento, que contará com milhares de oportunidades, entre casas, apartamentos, empreendimentos turísticos, condomínios comerciais e rurais, com financiamento da Caixa Econômica Federal. O Salão, que é o segundo maior evento do setor no Brasil, deve atrair 35 mil visitantes e a expectativa dos organizadores é que o volume de negócios atinja R$ 300 milhões.

O Salão Imobiliário do RN contará com imobiliárias, incorporadoras e construtoras. Durante os cinco dias do evento, o visitante vai poder, então, não só escolher o imóvel no qual pretende investir, como também decidir a melhor forma de pagar. A Caixa Econômica Federal vai financiar imóveis novos e usados.

O evento contará com 200 estandes, o que corresponde a um total de 4.600 metros quadrados, a expectativa é que a geração de negócios repita o sucesso das edições anteriores. "O Salão Imobiliário é uma excelente oportunidade de negócios tanto para o consumidor como para o expositor".

A Todoimoveis.com participará do X Salão Imobiliário do RN nos estandes nº 194 e195

O Salão estará aberto ao público das 14 às 22 horas. O acesso e o estacionamento são gratuitos.

Serviço

Local: Centro de Convenções - Natal (Pavilhão das Dunas)

Dias: 16 a 20 de março

Horários: 14h às 22h

*Entrada e estacionamento gratuitos

 

 

REAJUSTE ALUGUÉIS PARA MARÇO / 2011

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 1,00%, em fevereiro de 2011. Em janeiro, o índice variou 0,79%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

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Portabilidade de crédito permite mudar dívida de banco

TERÇA-FEIRA, 1 DE MARÇO DE 2011

Se arrependeu das taxas e das condições contratadas com o banco? Talvez seja o caso de procurar uma outra instituição financeira, já que se trata de uma parceria de longuíssimo prazo.

A chamada portabilidade de crédito, que permite a um devedor levar seu débito para outro banco que oferecer melhores condições, existe desde 2006, mas ainda é incomum no financiamento imobiliário.

Verdadeiro terror dos bancos americanos e europeus, a portabilidade foi criada pelo Banco Central para estimular a concorrência também no Brasil.

Pela portabilidade, o devedor faz uma operação em que empresta dinheiro de um banco para terminar o relacionamento com outro.

A operação não tem custos tributários nem tarifa para transferência. Cobranças de multas também não são permitidas.

O principal entrave no financiamento imobiliário é a necessidade de o credor cobrir novamente os custos cartoriais, pois o imóvel dado em garantia ao primeiro banco terá que passar para a nova instituição.

 

IGP-M de Janeiro de 2011 fica em 0,79%.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,79% em janeiro de 2011. Em dezembro, o índice variou 0,69%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em janeiro de 2011, variação de 0,37%, abaixo do resultado de dezembro, de 0,59%. Dois dos três grupos componentes do índice apresentaram aceleração: Materiais e Equipamentos, de 0,09% para 0,22%, e Serviços, de 0,25% para 1,21%. Já o índice relativo ao grupo Mão de Obra passou de 1,08%, no mês anterior, para 0,32%, nesta apuração.

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Perspectiva de alta inflacionária para o país

No Brasil, evidências do aumento das
expectativas inflacionárias estão se
acumulando. A média das projeções do
mercado para o IPCA nos próximos doze
meses está em 5,51% contra 4,5% do centro
da meta. E cresce a quantidade de analistas
projetando IPCA acima de 6% em 2011.
O forte crescimento do consumo e da renda
das famílias faz dos serviços os vilões do
aumento da inflação.

O Banco Central deverá praticar um ajuste gradual da taxa Selic acompanhado de
medidas para a contenção do crédito. Porém avaliamos que essa estratégia deverá
contribuir para a convergência da inflação à meta somente em 2012. Se a projeção
de 1,5% para a expansão do PIB no 1o trimestre de 2011 confirmar-se (6% em base
anualizada), o Brasil estará crescendo acima do potencial há praticamente sete
trimestres seguidos.

Inflação

A projeção para o IPCA no 1o bimestre subiu sensivelmente com a maior pressão

dos serviços (aluguel, restaurantes e passagem aérea, por exemplo), clima adverso

para a oferta de alguns alimentos, tarifas de ônibus e cigarros. Projeção anual

segue em 6%, por enquanto, contra 5,91% em 2010.

Juros

A próxima reunião do Copom acontece em março. Esperamos novo aumento da taxa

Selic em 0,5% (para 11.75%). Se o balanço de riscos para a inflação piorar ainda mais,

não se pode descartar um ajuste ao ritmo de 0,75%.

Dólar

Intervenções do Banco Central por meio de leilões de compra de dólares e operações

com derivativos poderão compensar a influência da entrada de capitais e manter

a cotação do dólar abaixo de R$ 1.70.

Bolsa

Os bons fundamentos das empresas e o crescimento previsto em 5,5% para

a economia brasileira justificam a visão otimista com a Bolsa em 2011. Porém,

incerteza sobre a intensidade das medidas para combater a alta da inflação

poderá limitar tendência de alta ao longo do 1º trimestre.

 

 

Como achar as joias raras

Os preços não param de subir e os achados imperdíveis — aqueles imóveis que se encaixam perfeitamente nos sonhos e no bolso — estão cada vez mais difíceis de se encontrar. De acordo o vice-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ), Edécio Cordeiro, eles representam apenas 1% do mercado. Ser o feliz proprietário de uma dessas joias depende, então, de competência na busca e muita sorte.

Para começar, é preciso aumentar o leque de possibilidades, se aliando à corretores e imobiliárias, e ir à luta.

— A maioria dos imóveis imperdíveis são antigos. Por isso, é preciso procurar também as pequenas imobiliárias de bairro. Elas conhecem a região e os moradores como ninguém — diz Bruno Theodoro, da Estrutura Consultoria.

Estar sempre atento e manter um bom relacionamento com o corretor pode fazer a diferença. Afinal, existem muitos candidatos no mercado, e você só será lembrado caso se faça presente.

— Outra coisa importante é estar disponível, pois a oportunidade surge uma vez só. Ter o dinheiro ou o financiamento aprovado também é fundamental para agilizar o processo — diz Bruno.

Para não meter os pés pelas mãos, no entanto, é importante segurar um pouco a empolgação, e não se esqueça de checar direitinho a documentação do bem.

Aumente as suas chances em sete passos:

1- Procure imobiliárias e profissionais habilitados pelo Creci e preencha corretamente as ficas de cadastro, deixando claros valores e perfil do imóvel desejado.

2- Defina as regiões de preferência e procure também pelas imobiliárias pequenas, que possuem clientes fiéis e onde o boca a boca funciona mais rapidamente.

3- Ligue diariamente para os corretores e estabeleça uma relação mais próxima com eles, para que seu nome seja o primeiro a ser lembrado quando uma joia rara pipocar no mercado.

4- Esteja sempre disponível. Não esqueça que o corretor tem mais de um cliente fiel na manga. Se você não estiver disponível, outro estará.

5- Tenha os documentos para fechar o negócio em mãos. São eles: carteira de identidade, CPF e certidão de casamento, se for o caso.

6- Antecipe o pedido de financiamento. O dono do imóvel tem pressa e prefere dinheiro na mão. Portanto, crédito aprovado é um ótimo argumento de negociação.

7- Não deixe a empolgação falar mais alto e sempre verfique a documentação do imóvel e do vendedor.

 

Minha casa, minha vida poderá financiar imóveis até R$ 170 mil

O valor máximo de imóveis financiados pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em cidades com mais de um milhão de habitantes deve subir dos atuais R$ 130 mil para R$ 170 mil. O novo valor, pedido pelo Conselho Curador do FGTS, visa a adequar o financiamento à nova realidade econômica das famílias brasileiras, já que o teto atual é vigente desde setembro de 2007. Como os imóveis enquadrados no "Minha casa, minha vida" acompanham o valor do FGTS, as moradias construídas dentro do programa também poderão chegar a R$ 170 mil.

A proposta está nas mãos da bancada do governo no Congresso Nacional para estudo, e deve ser reapresentada para aprovação até o fim de janeiro. 

  O novo teto entrou em pauta na última reunião do grupo, em 14 de dezembro, mas os governistas pediram vista, ou seja, eles vão analisar a proposta e devolvê-la com a aprovação ou um novo valor, que deverá ser votado.

— A promessa era que a proposta seria deliberada em janeiro. Como o tema é considerado prioridade, o conselho espera que a aprovação da mesma não passe deste mês .

Mais qualidade

Com o novo valor, a expectativa do conselho é ampliar a capacidade de financiamento da população e a qualidade dos imóveis oferecidos por meio do programa do governo:

— Se o teto seguir o mesmo valor, as unidades vão se desvalorizar, pois as construtoras terão que diminuir cômodos e até a qualidade dos imóveis para adequá-los aos limites do programa. Para aqueles que podem pagar um pouco mais, é a possibilidade de ter uma moradia mais digna e sustentável.

No quesito renda permitida para participar do programa — hoje o limite é de R$ 4.900 —, a Medida Provisória (MP) 514/2010 aumenta o teto de rendimento familiar. Pelo texto, o valor voltaria a ser de dez salários mínimos (R$ 5.400). Mas essa matéria está parada no Congresso Nacional devido ao recesso de fim do ano

 

 

 

 

Mercado Imobiliário: Conquistas e Metas 2010-2011

O mercado imobiliário brasileiro passou por uma verdadeira revolução nos últimos dez anos. Dentre os principais fatores dessa virada de um segmento que amargou praticamente 20 anos de estagnação, após o advento do fim do BNH (Banco Nacional de Habitação), em 1986, estão o controle da inflação e a manutenção das taxas dentro das metas do Banco Central (5,9% em 2010, e 5,2% em 2011 – IPCA); o fortalecimento da moeda; o equilíbrio das contas públicas; o baixo risco fiscal; a criação de marcos regulatórios, que permitiram a retomada dos bancos ao crédito imobiliário e trouxeram maior segurança aos agentes financeiros, empresários e compradores. Também, houve aumento do emprego formal, da renda da população, queda das taxas de juros e lançamento, mais recentemente, do Programa Minha Casa, Minha Vida, voltado para famílias de mais baixa renda.

De 2003 a 2009, o crescimento anual médio real do PIB (Produto Interno Bruto) per capita foi de 2,3%. Adentraram à classe média 30,5 milhões de brasileiros e 20,5 milhões de pessoas deixaram a linha da pobreza. O País passa por um equilíbrio do crescimento populacional e para 2050 a expectativa é de sermos 215 milhões de habitantes, com excedente feminino de 7 milhões e mais de 90% da população concentrada em áreas urbanas.

A população está envelhecendo e a expectativa de vida média dos brasileiros é de aproximadamente 80 anos.

Situação Atual da Construção Civil e Imobiliária

Em 2010, o mercado imobiliário nacional consolidou o movimento de retomada iniciado após a superação dos efeitos da crise financeira internacional do final de 2008 e início de 2009. O comprador manteve o ritmo de compra e os empresários, o de lançamentos.

O Brasil passa por um momento de consolidação do crédito imobiliário como negócio, e a poupança e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) apresentaram bons indicadores de incremento.

A classe média puxou o aquecimento do setor, com a compra de unidades de 2 dormitórios de 45 metros quadrados a 60 metros quadrados. Isso se deve, principalmente, à mobilidade social e ao Programa Minha Casa, Minha Vida.

Desafios para o Setor

A partir de 2011, empresários, entidades do setor e governo deverão investir ainda mais na formação de mão de obra especializada para a construção civil. Dessa forma, esse gargalo será solucionado, com a geração de mais empregos formais.

A falta de materiais e de equipamentos, como escavadeiras e gruas, tende a diminuir. Entretanto, a importação não pode ser objetivo final.

Para este novo ano ainda haverá recursos da poupança e do FGTS capazes de suprir a demanda por financiamentos à produção e aquisição de imóveis. Mas o setor deverá intensificar as discussões com os bancos públicos e privados, a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) e as entidades e empresas de securitização, a fim de promover ajustes legais para estimular a transição do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) para o SFI (Sistema Financeiro Imobiliário). Recentemente, nova norma permitiu que os bancos securitizassem seus créditos com maior flexibilidade.

Ainda serão percebidos atrasos na entrega das unidades, problema que despontou em 2010 e atingiu o dia a dia de algumas empresas e consumidores. A dificuldade enfrentada por essas companhias reflete o forte aquecimento desse segmento que, como dito anteriormente, passou por 20 anos de estagnação. São as dores do crescimento!

Como parte da solução a esse desajuste, as empresas deverão aprimorar ainda mais a comunicação com os seus clientes, tornando-a absolutamente transparente e eficaz, proporcionando segurança ao comprador.

Minha Casa, Minha Vida

A realidade atual do Minha Casa, Minha Vida está marcada pela necessidade de readequação de valores dos limites dos imóveis enquadrados no programa, cujo teto é de R$ 130 mil, e a atualização das rendas, acompanhando a melhoria média da população e do salário mínimo. Aguarda-se para os primeiros meses de 2011 a atualização dos valores e, na medida do possível, das faixas de renda de famílias atendidas pelo programa, considerando o futuro salário mínimo, da ordem de R$ 540.

Conforme anunciado pelo governo, a segunda fase do Minha Casa, Minha Vida prevê a construção de 2 milhões de novas unidades e o mercado aguarda que esse programa se transforme, definitivamente, em política de Estado de habitação.

Uma possível mudança no programa, e que agrada o mercado imobiliário, é o incentivo à disponibilidade de áreas para serviços e varejo dentro dos empreendimentos. A medida estimularia a criação de verdadeiros espaços de uso misto ou polos autossustentáveis.

Tendências para 2011

Este será um ano de forte transição em todos os segmentos econômicos, pois teremos mudanças de lideranças governamentais na presidência da República e nos Estados. No segmento da construção civil e imobiliária, o lançamento e as vendas de imóveis de luxo e aqueles voltados para a classe média-alta deverão permanecer estáveis.

Unidades populares destinadas para a classe média manterão destaque nas estatísticas de lançamentos e vendas. Porém, haverá necessidade de maior agilidade na liberação do crédito, por parte dos bancos, e desenvolvimento de tecnologias construtivas e estratégias diferenciadas de marketing pelas empresas, para conquistar esse público.

Além de atender as famílias que compõem o deficit habitacional – hoje, em torno de 7 milhões de unidades –, o mercado tem de prover a demanda vegetativa, formada anualmente. Somente na cidade de São Paulo são formadas 30 mil novas famílias por ano. No País, centenas de milhares de novos lares.A partir de 2011, o mercado imobiliário nacional acompanhará o incremento do PIB. E, no que tange ao mercado econômico, o crescimento será maior do que o registrado anteriormente. Disponibilidade de imóveis residenciais e salas comerciais para locação é uma das tendências do mercado imobiliário para 2011.

Entretanto, deve-se esclarecer que imóvel é ativo para investimento de longo prazo, uma forma segura de resguardar recursos financeiros no decorrer da vida. Imóvel não é para especuladores. O setor deve relegar a um plano irrelevante esse tipo de negócio.

Acreditamos que serão investidos mais de R$ 65 bilhões de recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Apesar de ainda termos crédito em abundância neste ano, intensificaremos os debates e estudos para atrair novas fontes de recursos para a produção e aquisição de imóveis.

Sozinhos, os Fundos de Pensão acumulam mais de R$ 500 bilhões. Esse número deve ser acrescido pelas reservas técnicas das seguradoras (em torno de R$ 200 bilhões). As LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e os CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e todo o segmento de securitização de recebíveis são instrumentos a serem otimizados. Os CRI dão liquidez imediata a receitas futuras dos empreendimentos. Ainda, os Covered Bonds vêm ocupando os debates. Esse mecanismo permite aos bancos utilizar recursos de tesouraria para emitir títulos e "girar" a receita de longo prazo.

Há marcos regulatórios e institucionais para a operacionalização dessas ferramentas, bastando pequenos ajustes legais e o estabelecimento da cultura do mercado de capitais.

Nacionalmente, o setor aguarda a aprovação de Projeto de Lei que prevê a concentração dos atos na matrícula do imóvel, além de ver em pleno funcionamento o cadastro positivo.

A fim de atender ao volume crescente de financiamentos, o segmento continuará a pleitear a racionalização da análise de processos nos municípios, com informatização e transparência; a integração dos procedimentos burocráticos das três esferas de governo, com eliminação de duplicidade – especialmente no meio ambiente. Ainda, a formação de comitês de avaliação dos procedimentos burocráticos com representantes do governo e da iniciativa privada; a modernização adequada da fiscalização, com atuação rápida e transparente; e o aperfeiçoamento do contexto jurídico, para dar maior segurança a todos, com redução de custos.

Preços dos Imóveis

Após a crise financeira internacional, os preços dos imóveis se estabilizaram. Entre os anos de 2007 e 2009, passaram por considerável reajuste, após anos de retração. Em 2010, os preços já atingiram o limite na escalada de alta e não sofrerão grandes mudanças, meramente acompanhando os índices da inflação e as eventuais flutuações tópicas de procura, em quarteirões específicos de bairros especiais.

Os humores da taxa Selic não afetam diretamente os juros do mercado imobiliário, pois não interferem no custo da terra e nos preços dos imóveis.

Com demanda estável, não há tendência de preços inflacionados.

Bom Momento para Comprar?

Comprar um imóvel é sempre bom, desde que seja para morar, instalar uma empresa ou colocar a unidade residencial ou comercial para alugar como complemento de renda. A aquisição de um imóvel requer sempre análise, cautela, estudo de mercado e acompanhamento profissional – advogados, corretores e até mesmo engenheiros. Nunca se deve ceder a meros impulsos em aquisição de tal importância - em média, uma pessoa comprará pouquíssimos imóveis durante sua vida,

Para aqueles que buscam comprar um imóvel para especular, a recomendação é: não comprar. Esse investidor deve se concentrar no mercado de papéis, moedas e derivativos. Imóvel, como investimento, é complemento de renda tão somente.

Terrenos: O Grande Desafio

Nos próximos 12 anos, o Brasil vai precisar de 900 milhões de metros quadrados de terrenos urbanos para construir habitações, conforme prognóstico do "Construbusiness" Fiesp 2010. São 24 milhões de moradias a serem produzidas! Para suprir essa necessidade, será necessário um reposicionamento geral dos conceitos das políticas de desenvolvimento urbano, até então alicerçadas na defesa intransigente do espraiamento das cidades em oposição ao adensamento.

Cidades compactas, com trabalho, moradia e lazer próximos, solucionando, em boa parte, os problemas de mobilidade é um modelo adotado mundialmente. O estabelecimento de boas regras de ocupação urbana - compacta e sustentável - é a forma de manter o sucesso das políticas de desenvolvimento imobiliário e das cidades.

Este é o grande desafio dos poderes públicos e da sociedade. A população continuará crescendo e se concentrando nas áreas urbanas e não se pode insistir na manutenção de modelos que excluam as famílias de menor renda dos centros urbanos, condenando-as à periferia ou à favelização.

 


Saiba como declarar compra e venda de imóveis

06 de Janeiro de 2011

Jose Irineu

Contribuinte deve relacionar na Declaração a compra de um imóvel e o valor efetivamente pago; venda está sujeita ao IR

O contribuinte que comprou, vendeu ou é proprietário de um imóvel residencial deve ficar atendo às regras do Imposto de Renda na hora de fazer a Declaração de ajuste deste ano. Todas as operações de compra, venda e eventual imposto pago sobre o ganho na operação devem ser relacionados na prestação anual de contas ao Fisco

Se o imóvel foi comprado no ano passado, por exemplo, deve ser listado entre os bens na declaração. A forma de declarar, no entanto, varia conforme o procedimento de compra.

A declaração de bens tem três colunas. Na primeira deve ser relatada a descrição do imóvel, com endereço e forma de aquisição. Na segunda coluna, a posição (o valor) em 31 de dezembro do ano anterior, e na terceira, o valor pago até o final do ano passado.

O contribuinte que comprou um imóvel ao longo do ano passado deve colocar R$ 0,00 como valor referente ao ano anterior. Se o valor foi pago à vista, ele deve ser anotado na terceira coluna. Se o imóvel foi adquirido por meio de financiamento, o contribuinte deve somar todos os valores efetivamente pagos até 31 de dezembro de 2010. "Quem compra financiado deve, anualmente, ir adicionando os valores pagos em cada ano"

Não há mais correção monetária do valor dos bens relacionados na declaração, a única forma de o contribuinte "valorizar" seu imóvel é incluindo no valor histórico despesas com reformas e benfeitorias. "Mas desde que ele tenha os comprovantes dos gastos com material e mão de obra"

Outras despesas que podem ser agregadas ao valor histórico do imóvel são aquelas relacionadas a obras e benfeitorias no condomínio. "Dessa forma, você vai agregando valor, para ter um valor histórico um pouco maior. Na venda, você paga IR sobre um ganho de capital menor."

Essa valorização paulatina do imóvel é uma forma de o contribuinte pagar menos Imposto de Renda sobre ganhos de capital caso venha a vender o bem. Pela lei, se um imóvel tem valor histórico de R$ 100 mil, por exemplo, e ele é comercializado por R$ 200 mil, sobre os R$ 100 mil que representam a diferença deve ser pago o imposto com a alíquota de 15%.

A lei nº 11.196, de 2005, porém, concede alguns benefícios ao contribuinte. Ele tem um prazo de até 180 dias para usar o resultado da venda de um imóvel residencial na compra de outro sem pagar IR sobre ganhos de capital. Se os valores forem iguais, não há ganho e, consequentemente, imposto a pagar. Caso seja usado, no mesmo exemplo, apenas R$ 150 mil na compra de outro imóvel residencial, ou seja, 75% do total, deve ser recolhido IR sobre ganhos de capital sobre a diferença, os R$ 50 mil restante. Se passarem os 180 dias sem que ele adquira outro imóvel, o contribuinte perde o benefício e deve pagar o IR corrigido desde a data da venda.

A lei prevê também que, se o cidadão vender seu único imóvel, seja comercial, residencial, rural ou industrial, no valor de até R$ 440 mil, não deve pagar IR sobre ganhos de capital. Mas desde que não tenha vendido outro imóvel nos últimos cinco anos. Além disso, os ganhos na venda de imóveis adquiridos antes de 1969 estão isentos do IR.

Para os contribuintes que tiveram ganhos de capital, os auditores lembram que o recolhimento do IR deve ser feito por meio do Documento de Arrecadação da Receita Federal (Darf) até o último dia do mês seguinte à ocorrência. Ou seja, se o bem foi vendido no dia 15 de fevereiro, o recolhimento deve ser feito até o último dia de março. Para isso, deve ser utilizado um programa disponível no site da Receita Federal.

Brasil é considerado o emergente mais atraente para investidores imobiliários em 2011

TERÇA-FEIRA, 4 DE JANEIRO DE 2011

O Brasil é o país emergente preferido dos investidores imobiliários neste ano, mostra pesquisa realizada pela Associação de Investidores Estrangeiros em Mercado Imobiliário (Afire, na sigla em inglês), organização internacional do setor.

Neste ano, o País obteve quase 25% dos votos dos investidores consultados como aquele que tem real possibilidade de receber investimento em 2011. No ano passado, a China estava em primeiro lugar e o Brasil, em segundo.

Na terceira posição ficou a Índia. Embora não esteja no top cinco dos países que devem receber mais investimentos imobiliários neste ano, a Rússia figurou entre os emergentes que mais cresceram neste segmento nos últimos dois anos, ficando em décimo lugar.

A pesquisa ainda mostra as cidades que mais devem receber investimentos imobiliários neste ano. Em primeiro lugar, aparece Nova York, seguida por Washington, Londres, Paris e Shangai.

Valorização

O Brasil, como mostra o estudo, também está na lista dos países cujos imóveis têm mais chances de valorização, aparecendo em quarto lugar, sendo citado por menos de 10% dos entrevistados.

Apesar de ainda enfrentarem impactos da crise financeira, os Estados Unidos lideram a lista de valorização, recebendo a indicação de mais de 60% dos investidores consultados pela associação. A China foi citada por 10% como o país com melhores oportunidades de valorização.

A pesquisa mostra ainda que 40% dos investidores consultados se dizem mais otimistas para investir no mercado imobiliário este ano do que em 2010. Outros 55% afirmaram que nada mudará este ano. E apenas 4% afirmaram estar pessimistas com relação a esse tipo de investimento.

Os investidores que participaram da pesquisa representam US$ 627 bilhões em ativos imobiliários, sendo que US$ 265 bilhões somente nos Estados Unidos.(Infomoney)

Saiba as vantagens e desvantagens de comprar imóveis novos e usados

TERÇA-FEIRA, 4 DE JANEIRO DE 2011

Realizar o sonho da casa própria exige muita pesquisa. Além de fatores essenciais como localização, preço e tamanho do imóvel, outra questão entra na equação: optar por um novo ou usado? Ambas as opções oferecem vantagens e desvantagens – o que realmente pesa na decisão final é o perfil do comprador. Veja abaixo os principais tópicos a serem analisados no futuro imóvel:

Financiamento
Atualmente, as condições de financiamento para novos e usados são iguais. A diferença da compra de um imóvel na planta, é que durante a construção, as parcelas pagas diretamente para a construtora são corrigidas pelo INCC (Índice Nacional da Construção Civil). Isso é uma vantagem, pois esse índice sempre fica muito abaixo da inflação. Depois da entrega das chaves, o financiamento é feito pelo banco, que, neste momento, oferece uma equiparação para novos e usados.

Preço
Com o mercado imobiliário aquecido, a valorização dos imóveis novos também ajudou a levantar o preço dos usados. Ainda assim, em algumas localidades, as disparidades são grandes, podendo dobrar o valor do metro quadrado.

Documentação e taxas de transferência
Deixar toda a papelada em ordem custa em torno de 5% do valor do imóvel, tanto para novos como para usados. Quando a compra é feita sem financiamento, há um gasto no cartório com a escritura. Quando há financiamento, não há esse custo, pois o contrato feito com o banco tem a força de uma escritura pública. Além deste documento, é preciso pagar o ITIV (Imposto de Transmissão de Imóveis) para a prefeitura, que custa cerca de 3% sobre o valor do imóvel.

O terceiro passo é passar o imóvel para o seu nome no Cartório de Registro de Imóveis, com o custo aproximado de 2% do valor do imóvel. Além desse processo, é importante checar a documentação para atestar a legalidade do negócio e verificar possíveis débitos de IPTU e de taxa de condomínio. Essas duas pendências acompanham o imóvel na transação imobiliária, e o novo dono pode acabar assumindo uma dívida sem saber.

Padrão de metragem e arquitetura do imóvel
Em linhas gerais, os imóveis antigos são mais amplos, e os novos, compactos. Além do tamanho, outra característica que difere novos e usados é a mudança nos cômodos, que atualmente privilegia as áreas sociais, em relação às privativas. Salas grandes, com as quase obrigatórias varandas gourmets, contrastam com quartos pequenos. As varandas viraram um padrão para quase todas as classes sociais.

O número de suítes também ganhou destaque nos projetos atuais. É algo particularmente brasileiro, temos fixação por banheiros. Em apartamentos antigos, havia menos suítes, mas os banheiros eram mais espaçosos, cabiam banheiras.. O ponto alto dos novos fica por conta das partes elétrica e hidráulica, mais adequados às necessidades atuais.

Infra-estrutura do edifício
Questões como segurança e comodidade contribuíram para mudar as características condomínios radicalmente nas áreas comuns. Se nos prédios antigos encontrava-se, no máximo, uma vaga de garagem, nos novos, além de mais espaço para o carro, há uma proliferação de itens como churrasqueira, piscina, academia, salão de festas gourmet, brinquedoteca, entre outros, cada vez mais peculiares.

No quesito proteção, os edifícios também ganharam mais portões, muros e grades altas, câmeras, guaritas e seguranças 24 horas por dia. Ainda assim, essa mudança não é sinônimo de tranqüilidade.

IPTU e taxa de condomínio
Para imóveis usados, os valores de IPTU e condomínio já são conhecidos, assim não há surpresas. Nos novos, existe uma provisão do condomínio feita pelas incorporadoras que pode ser consultada no estande de vendas, mas não são números fechados.

Tempo para mudança
Neste ponto, a vantagem do usado é absoluta – desde que não haja necessidade de reforma. Se isso acontecer, é preciso saber o horário permitido para barulho, retirada de entulho e entrada de profissionais, fatores que podem estender o prazo da obra. É importante saber como funciona o condomínio antes de comprar, inclusive para agendar a chegada com seus pertences.

Já quem compra imóvel na planta precisa saber que, por lei, a construtora tem direito a 180 dias de atraso na entrega da obra. Após esse período há multa. E mesmo com o prédio pronto, há uma série de etapas burocráticas a serem cumpridas antes de liberar a entrada dos moradores, como o habite-se, o alvará para o funcionamento do elevador e a comprovação de que os impostos foram recolhidos durante a obra.

Antes de decidir pela compra do imóvel, analise cada um desses aspectos e veja o que está mais próximo do seu perfil. Coloque os gastos no papel, planeje o tempo que você tem para realizar a mudança e faça a sua escolha, consciente das facilidades e dificuldades que virão pela frente.

IGP-M de Dezembro de 2010 fica em 0,69%

Segunda-Feira,3 de Janeiro de 2011

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,69%, em dezembro de 2010. Em novembro, o índice variou 1,45%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou variação de 0,92%, em dezembro de 2010. Em novembro, a variação foi de 0,81%. Cinco dos sete grupos componentes do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação, com destaque para Habitação (0,27% para 0,43%). Nesta classe de despesa, vale mencionar os itens: aluguel residencial (0,49% para 1,03%) e condomínio residencial (0,11% para 1,10%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em dezembro de 2010, variação de 0,59%, acima do resultado de novembro, de 0,36%. Dois dos três grupos componentes do índice apresentaram aceleração: Materiais e Equipamentos, de 0,07% para 0,09%, e Mão de Obra, de 0,59% para 1,08%. Já o índice relativo ao grupo Serviços passou de 0,48%, no mês anterior, para 0,25%, nesta apuração.

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Como será 2011 para quem investe em imóveis?

QUINTA-FEIRA, 30 DE DEZEMBRO DE 2010

 

Em 2008, uma crise que começou no mercado imobiliário norte-americano levantou algumas dúvidas sobre se o crescimento deste setor aqui no Brasil não estaria comprometido. Pois 2010 foi o ano da resposta para construtoras, imobiliárias, inquilinos, mutuários e, principalmente, para os investidores.

Seja para a compra e venda, seja para a locação, a verdade é que o investidor do mercado imobiliário teve motivos para sorrir neste ano

Razões para esse bom momento não faltaram: crescimento econômico, aumento real da renda da população, classes mais baixas com acesso à moradia, avanço do crédito imobiliário, desenvolvimento do programa Minha Casa, Minha Vida e confirmação de eventos esportivos no Brasil – Copa do Mundo em 2014 e Olimpíada em 2016.

Compra e venda

As consequências de tudo isso foram sentidas no bolso dos investidores, que tiveram muito o que comemorar. Aqueles que apostaram na venda e compra de unidades para sair no lucro conseguiram atingir seus objetivos.

"No caso da compra, a gente enxerga valorizações de quase 100%

Aluguel

A figura da pessoa que se aposenta e que vive do aluguel de imóveis ainda é marcante no Brasil, essa característica é tipicamente latina e não poderia ser diferente entre os brasileiros, que em 2010 viram mais motivos ainda para aderir à modalidade.

"O mercado de locação está muito aquecido. Hoje, existe dificuldade para as pessoas de encontrar um imóvel para alugar. As pessoas estão querendo mais qualidade de vida, ficar mais perto do trabalho, ter certa independência.

O retorno ao investidor, neste mercado, é de 0,4% a 0,5%, no caso das unidades residenciais, e de 0,7% a 1%, no caso das comerciais,   ainda que os gastos referentes ao imóvel podem ficar a cargo do proprietário, que ainda arca com o imposto de renda referente ao aluguel.

existem investidores que conseguem de 0,7% a 1,2% do valor investido nas unidades residenciais. "Quem investiu em imóveis pequenos para locação residencial teve a possibilidade de receber 1% ao mês em retorno. É um lucro expressivo, sem contar ainda que tem a valorização do imóvel. Em 2011, os aluguéis devem estar de estáveis para crescente. Como não há grandes novidades, aqueles que estão disponíveis para locação devem valorizar bastante".

2011

O cenário positivo deve continuar no próximo ano, porque há recursos disponíveis para financiamento imobiliário, para 2011, portanto é um mercado que continuará crescendo,  por sua vez, acredito que